

Enquanto o senador José Sarney (PMDB) e uma turma alugada pelo secretário Roberto Costa (a mesma que protagonizou atos de vandalismo no lançamento do livro ‘Honoráveis Bandidos’) dançava o “Roubolation” durante um evento fechado intitulado de “Encontro de Juventudes do Maranhão” no Espaço Renascença, o apresentador João Francisco Benedan, mais conhecido como João Gordo, fazia um protesto em frente ao Palácio dos Leões contra a chamada “Sarneylândia” instalada no Maranhão.
A mobilização agitou o centro de São Luís na tarde de ontem com a gravação de um dos quadros do programa “Legendários”, apresentado por Marcos Mion, que estreia no dia 10 de abril na Rede Record.
João Gordo - que aos 46 anos ainda atua como vocalista da banda punk “Ratos de Porão” e que recentemente trocou a MTV pela “TV do bispo” - está na capital maranhense desde quarta-feira, captando cenas e depoimentos dos ludovicenses sobre a “Sarneylândia”, ou seja, tudo o que represente, no estado, o culto à personalidade do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e sua família.
O apresentador se deteve, em especial, nas dezenas de nomes de logradouros públicos batizados com os nomes de Sarney, sua mulher e seus filhos. A Fundação José Sarney também foi visitada por João Gordo, que plantou lá a bandeira da “Sarneylândia”. A fundação foi envolvida, no ano passado, num escândalo de repercussão nacional, depois da descoberta de um vultoso desvio de dinheiro de patrocínio federal. O local abriga uma grande tampa de granito, que é onde Sarney quer ver erigido seu mausoléu, depois de sua morte.
Ontem à tarde, João Gordo, portando escudo e espada, e uma ‘trupe’ de estudantes maranhenses fizeram um protesto bem-humorado nos arredores do Palácio dos Leões - ocupado desde abril do ano passado por Roseana Sarney (PMDB), filha do oligarca, depois da cassação, pelo TSE, de Jackson Lago (PDT), vencedor das eleições de 2006.
“Não sabia que o Sarney tinha tanta rejeição aqui, em contrapartida o povo parece ter receio de falar”, disse o apresentador.
Os manifestantes usavam camisetas brancas, com as inscrições “I Love Sarneylândia” e “Sarneylândia, aqui não tem Pateta”, ou pretas, com a imagem que ilustra a capa do livro “Honoráveis Bandidos - Um retrato do Brasil na era Sarney”, de Palmério Dória. Botons, bigodões postiços à la Sarney e até um hilário “hino da Sarneylândia”, acompanhado por uma bandinha, também fizeram parte do protesto. (JP)
Palanque de presidente - Indagado sobre qual palanque presidencial o PDT estará em outubro, Jackson confirmou que teve recentemente uma conversa com o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, mas que ainda está observando os movimentos políticos. "Estamos conversando com os companheiros do PSDB para chegarmos a um entendimento nacional e local. Cada estado tem uma realidade e aqui no Maranhão a realidade impõe entendimentos com todas as forças de oposição, incluindo o PSDB", afirmou.
Lideranças Políticas - Várias lideranças assistiram à coletiva do ex-governador, entre elas o ex-vice-govenador Pastor Porto (PSDB), o líder da oposição, deputado Edivaldo Holanda (PTC); o vereador de São Luis, Ivaldo Rodrigues (PDT); o ex-deputado Clodomir Paz, a ex-secretária de Segurança Cidadã Eurídice Vidigal, a ex-vice-prefeita de São Luis Sandra Torres, o secretário de Educação de São Luís, Moacir Feitosa, entre outras lideranças do interior do estado.
Estudantes que faziam manifestação contra o mensalão do DEM na galeria da Câmara Legislativa na tarde desta quarta-feira (17) disseram que vão entrar com representação contra o deputado Paulo Roriz (DEM) por quebra de decoro parlamentar. Insatisfeito com os protestos, Roriz chamou os estudantes de "palhaços" e fez um gesto ofensivo –deu uma “banana”– para eles em plenário.
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O escândalo que ficou conhecido como mensalão do DEM do DF começou no dia 27 de novembro, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Caixa de Pandora.
Os manifestantes seguravam cartazes com críticas aos deputados distritais. Roriz não gostou e pediu à presidência da Câmara para que todos fossem retirados. “Peço a Vossa Excelência que retire desta Casa esses ‘palhaços’ que estão aqui fazendo o que estão fazendo”. Logo em seguida, o deputado fez o gesto ofensivo.
De acordo com o código da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, os deputados precisam tratar as autoridades, os servidores da Câmara Legislativa e demais cidadãos com respeito, discrição e urbanidade compatível com a dignidade parlamentar. O Artigo XI diz que "praticar ofensas físicas ou morais a qualquer pessoa no edifício da Câmara ou desacatar, por atos ou palavras, outro parlamentar, a Mesa ou Comissão e respectivos presidentes são atos contrários à ética e ao decoro parlamentar".
Apesar de a população ter direito de assistir às sessões da Câmara Legislativa, a Casa ficou fechada por três semanas durante o auge da crise do suposto esquema de corrupção. As sessões só foram abertas novamente quando os deputados já tinham aprovado os requerimentos da instalação da CPI e votado a instalação da Comissão de impeachment do governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM).
A estudante Levi Brandão disse que o deputado já agiu de maneira semelhante no passado. “Hoje, ele está fazendo como antigamente: reprimindo os estudantes que estão fazendo manifestações naquela que se diz ser a Casa do povo”, disse.
'Excesso'
Nesta tarde, na tribuna da Câmara, o deputado “reconheceu o excesso” de sua ação, segundo sua assessoria. Roriz pediu desculpas aos parlamentares, mas disse que não pediria desculpa ao estudante que, segundo ele, o teria ofendido com um gesto obsceno e o xingado, o que teria motivado sua reação.
De acordo com a assessoria, o deputado “está tranquilo” em relação a um eventual pedido de abertura de processo por quebra de decoro. Roriz teria dito ainda que toda vez que ele ou sua família forem ofendidos, agirá “com o coração” para se defender, informou sua assessoria.
O presidente da Comissão de Ética, deputado Aguinaldo de Jesus (PRB), e a vice, deputada Érika Kokay (PT), não quiseram gravar entrevista.
O ministro auxiliar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Joelson Dias aplicou multa de R$ 5 mil ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por entender que ele fez campanha antecipada em favor da ministra-chefe da Casa Civil e candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. A medida foi adotada pelo ministro nesta quarta-feira (17) e deve ser publicada no dia 22 de março no Diário de Justiça Eletrônico do TSE. A partir disso, Lula terá três dias para recorrer e o caso deve ser levado ao plenário para decisão final.
A assessoria de imprensa da Advocacia Geral da União (AGU) informou ao G1 que deve recorrer assim que for notificada sobre a decisão.
A decisão atende pedido do PSDB, que também pleiteava a punição da própria Dilma no caso. De acordo com Joelson Dias, a ministra Dilma não deve ser multada porque nada nos autos evidenciou o seu prévio conhecimento sobre o ato. Segundo ele, a ministra não pode ser punida uma vez que não poderia prever que seu nome seria aclamado por alguns dos presentes ao evento e nem mesmo a maneira como o presidente Lula, em discurso realizado de improviso, reagiria àquela manifestação.
A propaganda antecipada reclamada pelo PSDB teria ocorrido em 29 de maio de 2009, durante inauguração do complexo poliesportivo em Manguinhos, construído com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Rio de Janeiro.
Em seu voto, o ministro transcreve trecho da ação do PSDB no qual relata que a propaganda eleitoral em favor de Dilma fica evidente quando, em seu discurso, o presidente "faz menção ‘a entregar o mandato para outra pessoa’ e, antes de completar que ‘eu espero que a profecia que diz que a voz do povo é a voz de Deus esteja correta neste momento’, a imagem da televisão corta para a claque armada e munida, inclusive, com máscaras representando a pré-candidata, que tem seu nome gritado como de forma espontânea fosse, caracterizando a prática de propaganda ilegal", diz o texto.
Em outro evento nesse mesmo dia, dessa vez no Morro do Alemão, o PSDB reclama do discurso do ministro das Cidades, Márcio Fortes: “Sustenta que nesse evento o ministro das Cidades proclamou, sem qualquer constrangimento, que ‘o tema habitação e o tema saneamento não saia da pauta de qualquer administrador deste país, e a ministra Dilma já tem esse compromisso de habitação e com saneamento para levar adiante este programa’”.
Comprovação
De acordo com a decisão, a condenação por propaganda antecipada “não pode ocorrer com base em mera presunção, sendo indispensável a comprovação da autoria ou do prévio conhecimento do candidato por ela beneficiado”.
Em sua decisão, Joelson Dias afirmou que assistiu à íntegra do discurso, transmitido ao vivo pelo canal NBR, do Governo Federal. A cópia foi entregue pelo PSDB. “A outra conclusão não se pode chegar, portanto, senão pela responsabilidade do primeiro representado (Lula) pela prática de propaganda eleitoral antecipada, com a conseqüente aplicação de multa”, argumentou o ministro. O valor da multa foi estipulado em R$ 5 mil porque o magistrado entendeu que o discurso, apesar de infringir a lei não revelou “circunstância mais grave”.
O PSDB argumentou no pedido que Lula teria usado o seu discurso na inauguração como um “palanque para as eleições de 2010” em favor de Dilma e pediu a aplicação de penalidade ao presidente por desrespeito à legislação, que só permite propaganda eleitoral depois de 5 de julho do ano da eleição e prevê multa pelo descumprimento.
Outro processo
A suposta propaganda antecipada em eventos do governo também é motivo de outra ação que tramita no TSE contra Lula e está paralisada pelo pedido de vista do ministro Marcelo Ribeiro. No caso, o grupo de partidos de oposição ao governo – DEM, PPS e PSDB – fundamenta a acusação de propaganda antecipada nos discursos proferidos por Lula e Dilma na inauguração da Barragem Setúbal, em Minas Gerais, em 19 de janeiro de 2010.
Segundo a ação, o presidente afirmou, no discurso, que é importante que o governo inaugure o “máximo de obras possível” até o fim de março para “mostrar quem foram as pessoas que ajudaram a fazer as coisas nesse país". Antes de Ribeiro pedir mais tempo para analisar o caso, três ministros já haviam votado pela aplicação de multa de R$ 5 mil a Lula e a Dilma.
O presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, e o ministro Fernando Gonçalves acompanharam o voto de Felix Fischer reconhecendo a campanha antecipada. O placar está empatado em três a três.
Ultimamente os criminosos ficaram muito mal-educados, sem um mínimo de gentileza com a Justiça. Então o juiz libera todo mundo: assassinos, estupradores e ninguém tem a delicadeza de esperar uma nova prisão?
O certo era o quê?
Os escândalos nacionais estão cada vez mais ridículos. Grana nas meias, presos soltos para ver Papai Noel e agora esta vergonha. No Espírito Santo já houve prisioneiros torrando dentro de containers, cadeias pavorosas, piores que campos de concentração.
Chega a ser um crime contra os criminosos, todos espremidos, ladrões de margarina junto a esquartejadores. Que país. Não sabem combater a violência e não conseguem nem mais prender. “Ah, não há verbas”.
Não tem? Bastava cortar propaganda do Legislativo e Executivo que sobraria grana. Mas, prisioneiro não dá voto. Mas, nem no Maranhão? Onde há tantos ladrões? Ao menos lá devia haver mais alojamentos.
assista o Vídeo, é só clicar!
http://colunas.jg.globo.com/arnaldojabor/2010/03/10/os-escandalos-nacionais-estao-cada-vez-mais-ridiculos
Em entrevista coletiva, a procurada regional eleitoral no Maranhão, Carolina da Hora Mesquita Hohn, explicou a jornalistas de vários meios de comunciação do estado quais medidas já estão sendo adotadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) para o combate à propaganda eleitoral antecipada no estado. As eleições 2010 acontecem em outubro, mas em vários pontos do país já é possível encontrar sinais de promoção pessoal de candidatos.
Segundo Carolina da Hora, é preciso esclarecer à sociedade como será a atuação do MPE no controle das propagandas eleitorais antecipadas. "O ano é de eleição e os ânimos já estão acirrados.
O MPE irá trabahar no sentido de proporcionar um pleito tranquilo e legítimo. Para isso, estamos montando um esquema de trabalho que garanta a legalidade e a transparência nas eleições de 2010", declarou a procuradora.
Para identificar e enfrentar as tentativas de campanha antecipada, a procuradora explicou que o MPE trabalhará por etapas: a primeira, trata-se da atuação conjunta de procuradores auxiliares e promotores eleitorias do estado, que serão responsáveis por receber as denúncias de propaganda antecipada e encaminhar para a capital. Em São Luís, o MPE formou uma comissão com três procuradores para fiscalizar a propaganda eleitoral.
Para otimizar os trabalhos dos promotores no interior do estado, uma portaria baixada pela procuradora estabelece que os promotores eleitorais trabalharão no sentido de fiscalizar o processo eleitoral, investigando denúncias para que o exercício de poder de polícia do juiz eleitoral aconteça, em casos de propaganda irregular ou em outras situações em que os candidatos estejam desrespeitando a legislação eleitoral. "É humanamente impossível para um procurador eleitoral fiscalizar os 217 municípios do Maranhão. Por isso, precisamos descentralizar as ações e assim atender às demandas", afirmou.
Carolina da Hora vai se reunir com todos os promotores eleitorais dia 29 deste mês para esclarecer sobre as linhas de investigação de conduta vedada, como o uso da máquina pública em campanhas eleitorais. As etapas seguintes serão a verificação de elegibilidade no registro de candidaturas e a fiscalização do período de campanha eleitoral.
A procuradora explicou também que durante a reunião com os promotores serão separadas as áreas da comunicação (jornal impresso, rádio, televisão, internet) que cada um uma irá monitorar. "Será um trabalho desafiador, mas organizado. O MPE já está monitorando esses veículos na capital e espera contar com a iniciativa do cidadão para uma vigilância mais efetiva", declarou. Ela disse que conta com os próprios meios de comunicação para a denúncia das propagandas fora de época.
Internet - Para Carolina Mesquita, a liberação de campanhas na internet torna ainda mais dificil o controle da propaganda antecipada. "De acordo com a procuradora, ainda não está claro o que pode ou o que não pode nas eleições por meio da internet. O controle da internet, sem dúvida, será muito difícil. Algumas situações serão bem complicadas, principalmente em relação a sites de relacionamentos e blogs", afirmou.
O MPE também reunirá pré-candidatos e representantes dos partidos políticos para esclarecer pontos da legislação eleitoral e assim evitar erros cometidos, muitas vezes, por desconhecimento das leis eleitorais.
De qualquer forma é bom avisa para a Governadora dessa reforma eleitoral, e para meia dúzia de espertinhos desavergonhados, não é mesmo Victor Mendes e Cia.
Reportagem na edição desta semana da revista inglesa “The Economist” – uma das mais conceituadas do mundo – denuncia casos de corrupção e impunidade na política brasileira, citando como exemplo o caso Lunus, ocorrido em março de 2002 no Maranhão.
A revista aponta o senador José Sarney como exemplo de impunidade no Brasil e considera a prisão do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, “incomum em um país onde políticos acusados de corrupção frequentemente nada perdem além de seus mandatos ou sua dignidade – e ainda assim parecem voltar rapidamente”.
“The Economist” mostra as fotos do R$ 1,5 milhão encontrado em 2002 no comitê de campanha da então pré-candidata à Presidência da República, Roseana Sarney para dizer que, com frequência, imagens revelam escândalos envolvendo políticos, dinheiro e corrupção. Mas que as filmagens em Brasília tiveram um fim surpreendente – a prisão.
Em julho de 2009, a longa lista de escândalos do Senado brasileiro chegou às páginas da revista britânica. Com o título de “Casa de Horrores” (“House of horrors”), a The Economist enfocou o escândalo dos atos secretos, a residência milionária (R$ 4 milhões) omitida pelo presidente José Sarney da Justiça Eleitoral, os negócios no crédito consignado de seu neto José Adriano Sarney, dentro da Casa, além da farra das passagens aéreas e a casa de R$ 5 milhões não declarada à Receita Federal pelo ex-diretor Agaciel Maia.
Com o irônico subtítulo “O que os parlamentares britânicos podem aprender com os senadores brasileiros” - por conta de recentes escândalos na Inglaterra em que deputados foram pegos usando dinheiro público para pagar contas particulares -, a reportagem citou que havia 10 mil servidores para tomar conta de apenas 81 senadores, que o plano de saúde dos parlamentares é gratuito e vitalício e que os auxílios-moradia são generosos. Sarney, na reportagem, é apontado como um “sobrevivente”.